Coragem, amigo!
O meu pardal já está um bocadito velho.
Nota-se mesmo bem:
tem reumatismo,
espirra e tem gogo,
desconfia menos de mim,
vem comer à minha mão,
já não gosta de tomar banho,
anda mais porcalhão e voa menos,
passeia no fundo da gaiola e o que tem é degenerativo.
É é.
Ele não leu muito, o imbecil.
Olhava que olhava para o jornal do fundo,
sob a areia que eu punha, mas logo emporcalhava
esse veículo cultural, o parvalhão mal agradecido!
Quando lemos, o nosso cérebro está quase, quase todo a funcionar!
Como um pássaro é pequeno, bastava-lhe ler uma palavrita ou duas,
mas ele, tá bem... nem isso...
Agora está c'oas patas p'rá cova, é o que é.
Coragem, pá pequenino, morrer não custa nada
e eu arranjo outro pardal num instantinho: afinal tu nem cantas nada...
Decerto tens que dormir mais, é isso. Amanhã, dou-te ginseng, fixe?
Etiquetas: Projectos

1 Comments:
Nês, sua estúpida, não dês Ginseng ao pardal. Tens de lhe dar é Lecitina de soja! LE-CI-TI-NA, percebes? Depois anda dizer outra vez que o bicho ficou sem cheta de penas! 'Rais te parta, melhere... Ao menos espera pela gripe das aves, ou queres libertar o pardal antes da hora? Se lhe dás Ginseng o gajo até rebenta com as grades da gaiola, pá. Porta-te swell!
A tua prima.
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